Estrada do tempo
Pedalando na estrada do tempo
Poeiras, cheiros, sons
São trazidos pelo vento.
Poeiras, cheiros, sons
São trazidos pelo vento.
Pedalando contra o vento,
Memórias, suor, risadas
São trazidos de um outro tempo.
Memórias, suor, risadas
São trazidos de um outro tempo.
Um caminhão passa à frente:
O futuro e seu motor potente,
Apressado, impaciente!
Levantando muita poeira...
O futuro e seu motor potente,
Apressado, impaciente!
Levantando muita poeira...
A poeira das memórias
Se apega à minha pele.
Continuo pedalando...
Se apega à minha pele.
Continuo pedalando...
O suor do meu esforço
Escorre pelo rosto.
Poeira e suor ardem os olhos!
Escorre pelo rosto.
Poeira e suor ardem os olhos!
O suor se torna em lágrimas.
Continuo pedalando,
Pensando em voltar...
Continuo pedalando,
Pensando em voltar...
Pedalando desatento,
Vou e volto num momento.
Respiro o vento
Sem pensar,
Por instinto,
Por sobrevivência.
Vou e volto num momento.
Respiro o vento
Sem pensar,
Por instinto,
Por sobrevivência.
Inspirando e expirando
Percebo o vento,
Agora dentro de mim
E sempre a me cercar.
Percebo o vento,
Agora dentro de mim
E sempre a me cercar.
Trazendo e levando:
Poeira, memórias,
Afago, cansaço!
Leva a força,
Traz a experiência.
Poeira, memórias,
Afago, cansaço!
Leva a força,
Traz a experiência.
Então compreendo
Que eu faço o vento,
Enquanto estou pedalando
Na estrada do tempo.
Que eu faço o vento,
Enquanto estou pedalando
Na estrada do tempo.
Nota: Como mencionei na última postagem, escrevi esses versos há quase cinco anos, quando recomecei a pedalar. Apesar de não ser novidade para alguns, é oportuno relembrar por ser condizente com o nome do blog e com o que já escrevi anteriormente aqui.
Muito chique e pertinente com o blog!
ResponderExcluirQuem pedala sabe...